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10/11/2016 18h24
Quadrilha volta a aplicar golpes em nome da Capemi. Proteja-se!
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Uma quadrilha, conhecida por aplicar golpes em nome da antiga Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares), está atuando novamente em Curitiba. Com dados pessoais e informações sigilosas da vítima, geralmente pensionistas e militares aposentados, estelionatários tentam extorquir dinheiro através da falsa promessa de resgate de valores do fundo militar.

O golpe segue um padrão: o criminoso liga para a vítima e se identifica como um coronel da Polícia Militar ou do Exército, e afirma que para receber os valores da ação, que está em Brasília, ela tem prazos bem curtos para pagar os valores de custas e honorários dos advogados. Normalmente para pensionistas de soldados o valor pedido é de R$ 30 mil, para pensionistas de coronéis, pode chegar até R$ 2 milhões. O falso coronel, que se apresenta como Álvaro Rodrigues, fornece dados como matrícula, mas em nenhum momento fala o número da ação ou a vara em que ela está.

Segundo o advogado da AMAI, Márcio Souza, algumas informações passadas pelos golpistas são verdadeiras, como por exemplo, o nome da empresa Capemi, que realmente existiu, mas hoje não mais. “Em momento nenhum eles passam dados para a pessoa realmente saber onde está a ação, ou com quem. Não mandam procuração para ser assinada e nem a cópia da decisão que garante que a vítima realmente tem direito aos valores”, alerta.

A quadrilha é especialista em extorsão, tem boa lábia e posse de informações pessoais de suas vítimas, o que pode gerar uma sensação de realidade. Mas não se engane, dinheiro não cai do céu! “Não proceda a entrega de qualquer honorário sem ter com exatidão a identificação, o número do processo, da vara e uma cópia da decisão judicial que garante o direito aos valores apresentados”, explica Márcio Souza.

Geralmente o criminoso fornece o número de uma conta poupança de pessoa física, que é dos colaboradores ou advogados, mas nunca em seu próprio nome. “Questione sobre o nome do advogado, o número da OAB desse advogado e exija o contrato que faz menção a esses valores”, afirma o advogado, que também declara que as vítimas devem fazer um boletim de ocorrência assim que se der conta que caiu em um golpe.

Os golpistas são rápidos, exigem o comprovante de depósito ou transferência em tempo real, para que assim possam sacar imediatamente o dinheiro. Após o saque, as chances de recuperação do valor depositado são mínimas, mas o advogado da AMAI orienta a vítima a entrar em contato com a Associação. “Assim que receber a ligação, não forneça dados e nem valores e entrem imediatamente em contato com os advogados da AMAI. Anote os dados de quem ligou e também faça o boletim de ocorrência”, diz.

Comentários
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13/11/2016 - 13h22
RR
A concorrência para estelionatários já esta insuportável, são tantos que: não sabemos mais aonde vai parar.
O cidadão fica no meio desse "fogo cruzado" a "ver navios" sem explicações do que venha e pra que serve ou serviu esse tal CAPEMI e quem tem direitos ao resgate.Como se verifica descontos por uma vida inteira desde tempos do IPE nos contracheques dos militares paranaenses e simplesmente parou, encerrou e nada mais se falou.
Hoje na verdade não sobra mais lastro para enganar o cidadão e quem pensa assim é, são os que o fazem!!Preciso rever os conceitos, direitos e deveres de cada um!
12/11/2016 - 19h00
Francisco Antonio Arantes
Recebi por duas vezes telefonemas sobre este assunto...respondi que não estava interessado.
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