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14/12/2018 17:00

Nota de Agradecimento - Subtenente Eriberto Kotelak

Nota de Agradecimento - Subtenente Eriberto Kotelak

No dia 24 de outubro do corrente ano, aniversário de minha genitora, deslocamos de Curitiba á Rio Negro para visitá-la e comemorar mais uma data natalícia (75 anos), e no retorno, na altura do KM 165,4 da BR 116 (Rodovia Régis Bitencourt) no município de Quitandinha, sofremos um acidente quando uma pessoa não habilitada e alcoolizada (Laércio) adentrou a pista em nossa frente, sem que pudéssemos ter tempo para qualquer reação.

O veículo causador parou no acostamento direito da rodovia, e o nosso veio a parar no outro lado da pista. A princípio, os ocupantes do outro veículo, um corsa sedan, nada sofreram, e quanto a nós, minha esposa ficou com a marca do cinto de segurança na região peitoral e pequeno corte no lábio superior devido ao acionamento do air bag; e minha filha (07 anos) sofrera um pequeno corte na face esquerda devido a bater com o Ipad o qual estava utilizando no momento.

Já nos primeiros minutos, surgiu uma moça identificando-se como socorrista com “uniforme parecido” ao da equipe de socorrista da concessionária, porém diferente. Ela prestou o primeiro atendimento identificando-se como socorrista e que estaria saindo de serviço, (um Anjo da Guarda?). Sendo que, logo após chegou o guincho da concessionária para sinalizar a região.

Em seguida, o casal do outro veículo se afastou do lugar por uma estrada de terra paralela a BR. Surgiu então o ímpeto policial, em seguir e segurá-los no local para fins de registro de Boletim de Ocorrência, principalmente pelo fato do motorista estar alcoolizado. No entanto, prevaleceu o sentimento familiar. Minha família precisava de meu apoio e minha segurança naquele momento.

Mesmo sabendo que a responsabilidade de atendimento em via federal é da PRF, acionei uma equipe da PMPR para fins de nos prestar apoio na sinalização e “tentar” segurar o indivíduo para registro do BO.

De imediato chegou a VTR 12140 da Primeira Companhia Independente da PMPR, com a equipe dos Soldados: Ricardo Francisco Stephns e Juliano Hoffmann de Jesus, os quais elaboraram BO Complementar (de apoio), e agindo de forma muito profissional procuraram nos acalmar e tomaram as medidas necessárias para que o causador do acidente não fugisse tendo em vista que ele teria retornado juntamente com o seu patrão, que nos propôs assumir a direção do veículo causador para fins de evitar a prisão do Sr. Laércio.

Minutos depois, chegou uma ambulância da concessionária para prestar atendimento a nós todos; foi quando lhes indaguei se a “outra socorrista” teria lhes repassado alguma informação, e todos foram unânimes em citar que ninguém vira esta socorrista, e que naquele horário não era momento de troca de plantão (20:30h). O que me fez acreditar mais ainda na “Providência Divina”, pois que a muito já ouvira comentários de situações similares, onde “espíritos de luz” surgem nos locais de acidente para auxiliar as vítimas.

Entretanto..., se houve ou não auxilio de um “espírito benevolente”, não cabe aqui ressaltar, mas sim os “Anjos da Guarda humanos” que estiveram presentes e nos ajudaram conforme a característica profissional de cada um.

Permaneceu o trauma, as lembranças ruins, e o prejuízo financeiro. Mas o relevante é que ninguém se feriu com gravidade, e Deus nos permitiu mais uma oportunidade e aprendizado, pois que, até as coisas ruins que nos ocorrem é para servir de lição, se não para nós, para outros que necessitam ver ou passar por aquela situação. A providência Divina nunca erra!

Em especial, quero com esta, agradecer e elogiar os dois Soldados da PMPR que permaneceram no local conosco até a chegada da equipe da PRF, em torno de 01:30h depois do ocorrido.
Mesmo que estivessem apenas exercendo sua função, denotam-se o profissionalismo e a atitude correta de ambos, servindo de exemplo aos demais colegas da Corporação, pois a todo o momento agiram de forma educada e respeitosa conosco e com o outro motorista, sem questionamentos ou atitudes mais enérgicas pelo fato do Sr. Laércio tentar evadir-se por mais duas vezes, e ainda porque, creio ser relevante divulgar atitudes como estas para servir de exemplo a todos, não só pelo profissionalismo dos envolvidos, mas para demonstrar que podemos e devemos ser gratos aqueles que colaboram conosco nos momentos mais difíceis de nossa vida. 

Agradecemos do fundo do coração a atitude destes heróis brasileiros e paranaenses que não aparecem nas colunas sociais como os verdadeiros guerreiros desta Nação.
Nosso MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADO! Pela ajuda e pela força com que nos apoiaram naquele momento de susto e desalento!

Eriberto Kotelak – Subtenente PMRR

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