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26/10/2018 12:00

Entidades policiais manifestam “surpresa” e apoio a general indicado à Segurança

Entidades policiais manifestam “surpresa” e apoio a general indicado à Segurança

Adepol, Sinclapol, Apra-PR e Amai confirmaram apoio ao general Carbonell, indicado na quinta-feira (25), pelo governador eleito, Ratinho Junior (PSD)

Quatro das principais entidades representativas de forças policiais do Paraná manifestaram “surpresa” diante da indicação do nome do general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, do Exército, para chefiar a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apesar disso, as associações policiais confirmaram apoio ao futuro secretário e destacaram o currículo e o perfil do militar – tido como um profissional capacitado e aberto ao diálogo. Carbonell foi o primeiro secretário anunciado pelo governador eleito, Ratinho Junior (PSD) .

A surpresa decorre, principalmente, do fato de o novo secretário vir dos quadros das Forças Armadas. A última vez que o Paraná teve um representante do Exército à frente da Sesp foi há 35 anos – em 1983, quando o coronel Haroldo Ferreira Dias comandou a pasta. Desde então, os governadores vinham, tradicionalmente, optando por nomes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica ou advogados.

Por outro lado, a Associação dos Delegados do Paraná (Adepol), Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), Associação de Defesa dos Militares do Paraná (Amai) e Associação dos Praças do Paraná (Apra-PR) endossaram a indicação do general e esperam uma gestão isonômica em relação às forças de segurança do estado.

“[O general Carbonell] é uma pessoa extremamente preparada para gerenciamento de crises, que tem uma formação muito sólida nessa área. Ele tem um trato bom com a imprensa, transparência na comunicação de seus atos administrativos, demonstra apreço pela democracia. Não tem o estereótipo de ‘general arbitrário’ que as pessoas podem pensar”, disse o delegado Daniel Fagundes, presidente da Adepol.

O coronel César Alberto Souza, diretor da Amai, disse que já trabalhou pessoalmente com o general Carbonell, ao longo da Copa do Mundo, e elogiou o futuro secretário. “É um nome respeitadíssimo. Durante a Copa, tivemos um bom relacionamento profissional. Nós nos colocamos à disposição”, afirmou.

A Apra-PR, por sua fez, avalia que a nomeação pode facilitar o acesso das categorias ao governo do estado. Isso porque um secretário proveniente do Exército deve amenizar as disputas internas, que, eventualmente, ocorrem entre forças estaduais de segurança. Para o presidente da entidade, Orélio Fontana Neto, a mudança deve “romper com alguns engessamentos”.

Queremos contribuir para esse processo e acreditamos que o diálogo com a base é o caminho mais democrático e assertivo para uma nova forma de gestão”, declarou.

O Sinclapol também considera que a indicação de Carbonell deve estreitar as relações entre os policiais de base e a cúpula da segurança. “Foi uma escolha bem pensada. Acreditamos que o general seja uma pessoa preparada e que vá facilitar o acesso e o atendimento das demandas mais agudas. Nosso compromisso, neste primeiro momento, é de apoiar”, afirmou o presidente do sindicato, Fábio Barddal.

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