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06/10/2018 10:20

Entrevista exclusiva da candidata Cida Borghetti à AMAI sobre segurança pública

Entrevista exclusiva da candidata Cida Borghetti à AMAI sobre segurança pública

1 – Quais são suas propostas de governo relacionadas à segurança pública?
A integração é a palavra de ordem. Já iniciamos esse processo de integração de todas as forças de segurança que agem no Paraná e precisamos evoluir. E a evolução passa pelo uso de mais tecnologia, capacitação e investimentos em mais profissionais, viaturas e equipamentos.
A escolha do meu vice, Coronel Malucelli, já é uma demonstração da importância com que tratamos o tema. Cel Malucelli é um profundo conhecedor do tema, com experiência, capacidade e liderança para nos ajudar a enfrentar os desafios diários do tema.
Tivemos avanços importantes nos últimos anos, mas temos e vamos seguir em frente. Contem comigo.

2 – Quais são suas propostas de governo relacionadas à Polícia Militar do Paraná e aos policiais e bombeiros militares?
Respeito e admiração antes de tudo. São categorias essenciais que terão um olhar diferenciado. Pessoas que colocam a sua vida à frente da vida de outros. Que tem a missão de servir e proteger.
Tenho muito orgulho de ter tido a oportunidade de nomear a Cel Audilene, a primeira mulher a comandar a Polícia Militar em toda a história.
Além da necessidade de novos concursos e abertura de vagas, precisamos avançar na modernização da nossa PM. Adotar tecnologias que auxiliem no trabalho diário e dar respaldo técnico, financeiro e jurídico para que a corporação tenha condições de realizar seu trabalho cada vez melhor.

3 - Desde 2007, os policiais militares recebem menos que os policiais civis. Há uma proposta para corrigir essa distorção?
O caminho não é a comparação entre as instituições, cada uma com a sua importância para a população do Paraná. Todo governante quer remunerar da melhor maneira possível o servidor público. Porém, temos que agir com responsabilidade com o sagrado dinheiro do cidadão paranaense. Não irei assumir compromissos eleitoreiros que podem, no futuro, colocar o Estado do Paraná na mesma situação que hoje estão o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Porém, a minha marca é o diálogo e sempre estarei de portas abertas para receber e analisar as demandas da Polícia Militar e de outras corporações. Todas as distorções serão analisadas e verificadas.

4 - Os policiais e bombeiros militares trabalham em condições insalubres e não tem assistência médica e hospitalar de qualidade. Quais são os seus projetos para garantir a integridade física e psicológica desses profissionais?
A melhoria do atendimento à saúde é uma meta em todas as áreas. O Governo do Estado tem atendimento à saúde prestado através do Hospital da Polícia Militar, há o corpo médico próprio da PM, o SAS e até mesmo pelo SUS, onde não temos unidades do SAS. Agora acho que pode melhorar, sempre pode melhorar a estrutura da saúde. Sobretudo no atendimento no interior. São questões que serão enfrentadas com eficiência e gestão. Vamos apoiar e incentivar o comando a criar a fundação de saúde da PMPR, que a médio e longo prazo estará resolvendo os problemas de saúde da Polícia Militar. Temos que superar barreiras de interpretação legal sobre o repasse de recursos da Secretaria da Saúde. Desafios que me motivam a trabalhar mais e melhor.

5 – Qual é a sua opinião sobre a exigência do curso superior para ingresso na Polícia Militar e nos Bombeiros?
É uma tendência nacional. Quanto mais exigirmos para ingresso em nossas fileiras mais qualidade na formação teremos e com certeza melhores profissionais serão entregues à sociedade. Apesar de despertar discussões acaloradas ,é um assunto que devemos debater. Se no tópico acima discutimos a questão salarial (isonomia) o primeiro passo é termos isonomia nos critérios de ingresso, uma realidade já existente em outras carreiras. E o mais importante, os PMs estarão classificados na categoria superior do funcionalismo público do Paraná. Com seriedade e comprometimento, discutiremos com a corporação e definiremos o que será melhor para a PM para fazer as mudanças legislativas necessárias.

6 – Haverá autonomia das instituições? Por exemplo, a Comandante-Geral terá autonomia administrativa e financeira para gerir a PMPR?
Autorizei estudos nesse sentido. A previsão é de que a proposta seja apresentada ainda neste ano. Vamos analisar o tema com responsabilidade e dentro da legalidade. Creio que pode ser uma solução adequada para reduzir a burocracia e dar mais eficiência e celeridade ao dia a dia. Porém, é de suma importância adoção de mecanismos de acompanhamento de competências para que a máquina da segurança pública funcione perfeitamente.

7 – Como a candidata vê o trabalho das associações representativas da classe dos policiais e bombeiros militares?
As associações exercem um papel muito importante na representação dos policiais militares. Eu sou uma pessoa do diálogo, então asseguro as portas abertas do gabinete para atendê-los quando precisarem. Estamos todos do mesmo lado, que é construir um Estado ainda melhor para se viver.

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