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13/11/2017 10:55

Para o presidente da FENEME, Brasil tem "meias polícias" e inteligência deve ser melhorada

Para o presidente da FENEME, Brasil tem "meias polícias" e inteligência deve ser melhorada

Fonte: Correio da Paraíba 

“O Brasil hoje tem duas meias polícias nos estados”. É o que afirma o presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), coronel Marlon Jorge Teza. Para ele, melhorar as polícias é a principal mudança que precisa ser feita na segurança pública.

“Em todo o mundo moderno tem polícia Militar e Civil agindo juntas, mas todas fazem o ciclo, todas quando pegam um crime levam à Justiça. Esse talvez seja o maior mal que existe, que não tem solução de continuidade, porque uma polícia começa, outra não termina, isso gera problemas de impunidade, de injustiça”, disse ele. “É necessária uma mudança de sistema que nós estamos discutindo aqui agora”.

De acordo com o coronel Marlon, essa mudança é mais importante do que aumentar A quantidade de policiais. “Nós temos problemas estruturais. Hoje no Brasil se faz mais do mesmo. Se acha que mais armamento, mais efetivo resolve, mas não é só isso. A inteligência tem que ser modificada, agora para isso tem que mudar a Constituição Federal e o ordenamento legal, não para manter mais tempo preso, mas ter certeza da punição”.

Comentando a violência na Paraíba e os constantes casos de explosões de caixas eletrônicos e correspondentes bancários, o presidente da Feneme disse que geralmente as quadrilhas são as mesmas. “Geralmente são reincidentes. Porque uma investigação, que uma polícia começou e a outra não terminou, acaba não chegando ao resultado final e as quadrilhas acabam fazendo o mesmo delito. Tem que ter uma ação antes para identificar essas pessoas, retirar da sociedade e punir. Porque se não, tem que ter um policial onipresente e isso não vai existir”.

Com a maior parte dos casos ocorrendo em pequenas cidades do interior do Estado, a situação é ainda pior. “Geralmente no interior só tem a Polícia Militar, não tem civil, então, se a PM não investiga como é que vai chegar aos autores?”

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